Publicado em 27 de agosto de 2026. Atualizado em 20 de outubro de 2026. Revisão técnica: Rodrigo Carvalho Leite, contador responsável (CRC 111119/O).
Uma marca de roupas pode comprar tecido e fabricar, contratar facção, produzir uniformes, trabalhar sob medida, vender no atacado e no varejo ou usar marketplaces. Uma oficina pode prestar serviço com material do cliente. Cada modelo muda o estoque, o contrato, o documento fiscal, o imposto e a leitura do resultado.
Este guia reúne o que confecções, fábricas, facções e marcas de Divinópolis e região precisam organizar na contabilidade. Ele não substitui a legislação estadual, a orientação municipal, a análise trabalhista ou o contrato de industrialização, mas ajuda a chegar à conversa com o contador com as perguntas certas.
Resposta rápida
Contabilidade para confecções em Divinópolis organiza atividade, CNAE, produção, estoque, custos, documentos fiscais, fornecedores, equipe, vendas e caixa. Antes de escolher regime ou classificar receita, é preciso saber se a operação é fabricação própria, facção, sob medida, industrialização por encomenda, comércio ou uma combinação.
Conversa inicial para sua confecção
Conte se você fabrica, terceiriza, presta facção, vende marca própria ou combina esses modelos. A XRP analisa a operação e os documentos para definir o escopo.
Confecção, fábrica, facção ou marca terceirizada?
A atividade econômica começa no processo. A confecção ou fábrica compra matéria-prima, transforma, armazena e vende peças com a própria marca ou para terceiros. A facção executa corte, costura, acabamento ou outra etapa para um contratante. No sob medida, a produção acontece conforme pedido individual. E a marca pode terceirizar toda a fabricação e cuidar da criação, da venda e da distribuição.
| Modelo | O que mapear | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Produção própria | Tecido, aviamento, ordens, máquinas, estoque, produto acabado e vendas. | Medir custo por produto ou lote, não só pelo material. |
| Industrialização por encomenda | Material, remessa, retorno, propriedade, preço e aprovação. | Contrato e documentos fiscais precisam conversar. |
| Facção | Etapas, material do contratante, prazo, quantidade e retrabalho. | Não tratar serviço como venda de mercadoria sem conferir o contrato. |
| Sob medida | Pedido, medidas, materiais, prova, ajuste e entrega. | Classificar a atividade conforme a realidade. |
| Marca terceirizada | Fornecedor, qualidade, propriedade da peça, estoque e canais. | Separar fabricação contratada, marketing e comércio. |
CNAE e atividade real
Os códigos de confecção e vestuário devem ser escolhidos pelo produto e pelo processo. O CNAE 1412-6/01 é referência para confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e sob medida; a mesma classe tem códigos próprios para a confecção sob medida e para os serviços industriais de facção (1412-6/03); e as roupas profissionais têm referência própria, como o 1413-4/01.
A Tabela VI de CNAE-Fiscal da Receita Federal agrupa os códigos de confecção de artigos do vestuário e acessórios. Use-a como ponto de partida, não como escolha automática. Liste o que a empresa fabrica, o que compra pronto, o que terceiriza, o que presta como serviço e o que vende. O objeto social, o cadastro, os contratos e os documentos precisam ser coerentes entre si.
NF-e, NFS-e, ICMS e ISS
A fabricação, a venda e a circulação de roupas são operações com mercadorias e podem exigir NF-e. Facção, ajustes, costura sob encomenda e outros serviços podem ter natureza diferente. Por isso, não se deve afirmar que toda confecção emite NFS-e ou que toda operação usa NF-e sem analisar produto, cliente, contrato, origem do material e destino.
Em Divinópolis, os prestadores de serviço emitem NFS-e pelo Emissor Nacional desde 2026, e as pessoas jurídicas continuam usando o Livro Eletrônico da Prefeitura para guias e escrituração do ISS. Veja o passo a passo da NFS-e em Divinópolis.
Para operações em Minas Gerais ou entre estados, o ICMS deve ser analisado conforme produto, origem, destino, regime, estoque, remessa, retorno e industrialização. O RICMS/MG tem hipóteses específicas para estabelecimentos industriais e mercadorias industrializadas por encomenda, mas não permite copiar benefício, crédito ou alíquota de uma empresa para outra.
MEI, Simples Nacional e outros regimes
A possibilidade de ser MEI depende da ocupação permitida e da atividade efetivamente exercida. Uma fábrica com máquinas, equipe, estoque e comércio não deve ser presumida como elegível só pelo nome da atividade. Se você é MEI no setor e está crescendo, vale acompanhar o novo limite do MEI aprovado para 2027 e 2028.
O Simples Nacional e os demais regimes devem ser comparados conforme indústria, comércio, serviços, receita, folha, sócios, regularidade, créditos, obrigações e operações interestaduais. A simulação precisa usar documentos reais e a legislação vigente. Não há anexo, alíquota ou economia universal para todas as empresas de moda.
Produção, ficha técnica e ordens
A ficha técnica relaciona modelo, tamanho, cor, tecido, aviamentos, consumo esperado, etapas e acabamento. A ordem de produção registra quantidade planejada, lote, início, movimentação, aprovação, perdas, retrabalho e produto acabado. Esses dados permitem comparar o previsto com o realizado.
| Etapa | Controle gerencial |
|---|---|
| Planejamento | Produto, lote, quantidade, prazo, ficha técnica e materiais. |
| Corte | Consumo, encaixe, sobras, perdas e peças cortadas. |
| Costura e acabamento | Tempo, terceiros, retrabalho, aprovação e quantidade final. |
| Estoque acabado | Modelo, tamanho, cor, lote, custo e destino. |
| Expedição | Pedido, documento, cliente, transporte, devolução e recebimento. |
Estoque, custos e perdas
O estoque pode incluir tecidos, linhas, botões, zíperes, etiquetas, embalagens, peças em corte e em costura, produtos acabados, sobras e materiais em poder de terceiros. Registre entradas, consumo, ajustes, perdas, retrabalho e inventários. Um saldo financeiro sem conferência física pode esconder ruptura, excesso ou custo distorcido.
| Controle | Registro sugerido |
|---|---|
| Matéria-prima | Compra, lote, unidade, fornecedor, custo e saldo. |
| Consumo | Ficha técnica, ordem de produção e baixa por produto. |
| Processo | Quantidade em corte, costura, acabamento e retrabalho. |
| Produto acabado | Modelo, tamanho, cor, lote, custo e canal de venda. |
| Perdas e sobras | Motivo, volume, reaproveitamento, descarte ou ajuste de processo. |
Preço de venda não é sinônimo de margem. Para acompanhar o resultado, considere tecido, aviamentos, corte, costura, acabamento, mão de obra, energia, manutenção, depreciação de máquinas, terceiros, embalagem, frete, taxas, perdas e despesas administrativas, sempre com o mesmo critério. Revise o custo quando produto, lote, fornecedor ou processo mudar.
Facção e industrialização por encomenda
Antes de classificar o fluxo, verifique quem fornece tecido e aviamentos, quem é dono do produto, quais etapas são executadas, quem assume perdas, como ocorre a remessa e o retorno e qual documento acompanha cada movimentação. O contrato deve indicar quantidade, padrão, prazo, preço, aprovação, retrabalho e responsabilidade pelos materiais.
Se a empresa também produz para o próprio estoque, mantenha controles e centros de custo separados para material próprio e material de contratantes. Misturar os fluxos dificulta a conciliação e distorce custo e receita.
Facção e produção própria na mesma empresa?
A XRP ajuda a separar estoques, contratos, documentos e custos de cada fluxo para que a apuração dos impostos reflita a operação real.
Equipe, máquinas e prestadores
Confecções e fábricas podem ter empregados, prestadores, oficinas parceiras, modelistas, designers, representantes, vendedores, manutenção e transportadores. Folha, pró-labore e contratos devem refletir a realidade, sem presumir que um contrato civil elimine qualquer relação de trabalho.
Com o fim da escala 6x1, a jornada máxima cai para 42 horas semanais a partir de dezembro de 2026 e para 40 horas em dezembro de 2027, sem redução de salário. Para a produção, isso afeta turnos, horas extras e capacidade. Controle também manutenção, energia, aluguel, máquinas, depreciação e paradas, e mantenha um fluxo de caixa com os compromissos com fornecedores, folha, terceiros, frete e tributos antes de assumir novos pedidos ou coleções.
Atacado, varejo, marketplace e distribuição
Separe pedidos de loja própria, representantes, distribuidores, atacado, varejo, redes sociais e marketplaces. Concilie faturamento, descontos, taxas, fretes, trocas, devoluções, antecipações e recebíveis. O relatório deve mostrar a receita efetiva e os custos por canal, produto ou lote, e não apenas os pedidos.
Se houver venda para fora de Minas Gerais, analise a operação interestadual conforme produto, destinatário, regime e documentação. Não use uma alíquota genérica para todos os destinos ou produtos.
Dados, marca e propriedade intelectual
Confecções tratam dados de clientes, representantes, funcionários, fornecedores e compradores online. Organize acessos, cadastros, armazenamento e compartilhamentos com boas práticas; a ANPD é a referência institucional sobre proteção de dados. Marca, desenhos, estampas, moldes, fotos e contratos também merecem documentação própria. A contabilidade organiza custos e registros financeiros, mas não substitui orientação jurídica ou de propriedade intelectual.
Checklist para falar com o contador
- Informe se fabrica para estoque próprio, presta facção, trabalha sob medida, produz uniformes, atende encomendas ou combina atividades.
- Liste CNAEs, contrato social, produtos, materiais, fornecedores, clientes e canais de venda.
- Separe materiais próprios e materiais de contratantes.
- Reúna fichas técnicas, ordens de produção, notas, recibos e inventários.
- Organize o estoque de matéria-prima, processo, acabados, sobras e perdas.
- Concilie NF-e, NFS-e quando aplicável, vendas, marketplaces e bancos.
- Explique folha, jornadas, pró-labore, prestadores, máquinas, fretes e devoluções.
Perguntas frequentes sobre contabilidade para confecções
Por que uma confecção precisa de contabilidade especializada?
Porque a operação envolve tecidos, aviamentos, ficha técnica, produção, perdas, estoque, fornecedores, mão de obra, terceirização, documentos fiscais, vendas e recebíveis. A contabilidade organiza esses dados conforme a atividade real.
Qual CNAE usar para uma confecção ou fábrica de roupas?
O CNAE 1412-6/01 é referência para confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e sob medida. Facção (1412-6/03), sob medida e roupas profissionais (1413-4/01) têm códigos próprios; o código final depende da operação real.
Qual a diferença entre confecção, fábrica e facção?
A confecção ou fábrica produz peças próprias ou para venda; a facção costuma prestar serviço industrial para outra empresa. Material, contrato, propriedade do produto, risco e documento devem ser conferidos antes da classificação.
Confecção de roupas pode ser MEI?
Depende da ocupação permitida, da atividade efetiva e das regras vigentes do MEI. Operações com equipe, máquinas, estoque e comércio não devem ser presumidas como elegíveis.
Confecção pode optar pelo Simples Nacional?
Pode, se cumprir os requisitos legais, mas não há enquadramento automático. Atividade, receita, sócios, regularidade, indústria e comércio precisam ser analisados.
A confecção emite NF-e ou NFS-e?
A venda e a circulação de roupas podem exigir NF-e, enquanto facção, ajustes ou outros serviços podem demandar NFS-e. A operação concreta define o documento.
Como fica a NFS-e para facção em Divinópolis?
Desde 2026, os prestadores de serviço de Divinópolis emitem NFS-e pelo Emissor Nacional. O enquadramento da facção, o serviço, o tomador e o ISS devem ser confirmados conforme o contrato.
Como calcular o custo de uma peça de roupa?
Mapeie tecido, aviamentos, corte, costura, acabamento, mão de obra, terceiros, energia, manutenção, embalagem, frete, perdas e despesas indiretas por produto ou lote, com um critério consistente.
Como contabilizar industrialização por encomenda?
Identifique quem fornece os materiais, quem é dono do produto, quais remessas e retornos existem, qual serviço é prestado e quais documentos acompanham o fluxo. Não há tratamento único para todos os contratos.
Como controlar vendas em atacado, varejo e marketplace?
Concilie pedidos, faturamento, taxas, fretes, devoluções, trocas, recebíveis e repasses por canal, para enxergar a receita própria e os custos efetivos de cada forma de venda.
Quanto custa a contabilidade para uma confecção em Divinópolis?
Depende de indústria, comércio, facção ou combinação, volume de notas, estoque, folha, sócios, obrigações e acompanhamento gerencial. A proposta da XRP é feita a partir da operação real.
A XRP atende confecções de Itaúna, Nova Serrana e outras cidades da região?
Sim. A XRP tem sede no Centro de Divinópolis/MG e atende confecções e fábricas da cidade e da região, como Itaúna, Nova Serrana, Pará de Minas, Carmo do Cajuru, São Gonçalo do Pará e Marilândia, além de empresas de todo o Brasil, presencialmente ou online.
Fontes oficiais consultadas
- IBGE/Concla — CNAE 1412-6/01, classe 14.12-6 e CNAE 1413-4/01
- Receita Federal — Tabela VI de CNAE-Fiscal
- Portal do Simples Nacional
- SEF/MG — RICMS/2023, Anexo IV e Portal da NF-e
- Prefeitura de Divinópolis — NFS-e pelo Portal Nacional em 2026 e Portal Nacional da NFS-e
- ANPD — proteção de dados
Fontes consultadas em 20 de outubro de 2026. Este conteúdo é informativo e não substitui análise jurídica, trabalhista ou de propriedade intelectual. CNAE, regime, documentos e impostos dependem da atividade, do produto, do contrato e da legislação do período.