Conteúdo para empresas de beleza

Contabilidade para Salão de Beleza:
Impostos, MEI, Simples e Gestão

Um guia prático para proprietários de salões, barbearias e espaços de beleza entenderem CNPJ, tributação, salão-parceiro, caixa, estoque, margem e lucro em Divinópolis/MG.

Publicado em 20 de agosto de 2026. Atualizado em 20 de outubro de 2026. Revisão técnica: Rodrigo Carvalho Leite, contador responsável (CRC 111119/O).

O proprietário de um salão acompanha agenda, clientes, profissionais e compras, mas pode terminar o mês sem saber quanto sobrou: cartão não conciliado, serviços misturados a produtos, comissão tratada como parceria e estoque consumindo margem.

Por isso, contabilidade para salão de beleza não deve se limitar à guia de imposto. Ela precisa mostrar entradas, saídas, custo por serviço, peso da equipe, contratos e atendimentos necessários para pagar a estrutura. Em Divinópolis, entram também ISS, documentos fiscais e regras municipais.

Resposta rápida

Contabilidade para salão em Divinópolis integra regime, CNAEs, serviços, mercadorias, profissionais, documentos fiscais, ISS, caixa, estoque e margem. A estrutura deve ser confirmada conforme a operação real, o município e as regras vigentes.

O que uma contabilidade para salão de beleza faz?

A contabilidade operacional cuida de tributos, escrituração, folha, pró-labore, obrigações acessórias, documentos fiscais e alterações de atividade, cadastro e regime.

A contabilidade consultiva usa esses dados para comparar orçamento e realizado, separar custos, ler margens, acompanhar caixa e estoque e apoiar decisões. Não promete resultado; aproxima o que o salão vende do que efetivamente gera resultado.

Salão de beleza precisa de CNPJ?

Não existe uma resposta única sem conhecer a situação. Uma pessoa pode prestar serviços individualmente como pessoa física, com obrigações próprias, ou estruturar uma empresa para operar um estabelecimento, contratar equipe, receber de clientes, vender produtos e firmar contratos. A abertura de CNPJ não deve ser tratada como uma promessa automática de pagar menos imposto, mas pode organizar patrimônio, caixa, notas, sócios e crescimento.

Quando surgem endereço comercial, recepção, profissionais, compras, estoque, contratos e várias receitas, a avaliação de uma PJ ganha importância. A decisão depende da atividade, faturamento, despesas, equipe, documentos e regime.

Salão de beleza PF ou PJ?

CritérioPessoa físicaPessoa jurídica
TributaçãoDepende dos rendimentos, despesas comprováveis, ISS, Imposto de Renda e demais obrigações pessoais.Depende de regime, CNAE, serviços, mercadorias, folha, pró-labore, retenções e receita acumulada.
CNPJNão há CNPJ para a atuação individual, mas podem existir cadastro e obrigações municipais.Há CNPJ, ato constitutivo, cadastro empresarial e obrigações próprias da operação.
NotasA emissão depende do cadastro municipal e das regras para autônomos, inclusive em Divinópolis.A empresa precisa emitir documentos conforme serviços, vendas, município, Estado e regime.
RetiradasNão há pró-labore societário nem distribuição de lucros empresariais.Pode haver pró-labore pelo trabalho e distribuição de lucros quando houver resultado apurado.
CrescimentoPode dificultar separação de caixa, contratos, equipe e expansão.Permite organizar sócios, profissionais, unidades, estoque e centros de custo.

A comparação precisa considerar a realidade do salão, e não apenas uma alíquota encontrada na internet. PJ não significa imposto menor sempre; significa outra estrutura de responsabilidades e controles.

Estrutura do seu salão

Quer saber qual estrutura faz mais sentido para sua atuação? Fale sobre serviços, equipe, faturamento e vendas para iniciar uma análise.

Salão de beleza pode ser MEI?

Algumas ocupações individuais de beleza aparecem na lista oficial do Portal do Empreendedor. A página consultada lista cabeleireiro(a) independente no CNAE 9602-5/01 e, na letra M, manicure/pedicure independente no 9602-5/01 e maquiador(a) independente no 9602-5/02.[1] Isso não transforma automaticamente qualquer salão em MEI: o salão-parceiro não pode ser MEI, enquanto o profissional-parceiro pode ser MEI se cumprir os requisitos aplicáveis.[6]

Em 2026, o teto informado pelo Governo para o MEI é de R$ 81 mil por ano, proporcional para quem começa no meio do ano.[2] Confira ocupação, atividade, faturamento, estrutura, estabelecimento e contratação. Um salão com equipe, parceiros, cosméticos e estética pode ter realidade diferente da ocupação individual.

Atualização de outubro de 2026

Em 2026, o limite do MEI continua em R$ 81 mil por ano. Em outubro de 2026, o Congresso aprovou o PLP 186/2026, que eleva o teto para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028 e permite até dois empregados. O presidente sancionou a lei em 21 de outubro de 2026. Veja o que muda e como se planejar.

Compare a operação com a lista oficial; não escolha ocupação permitida para esconder outra atividade. Em dúvida, analise a regularização antes de emitir notas ou contratar.

Qual CNAE usar para salão de beleza?

O CNAE 9602-5/01 — Cabeleireiros, manicure e pedicure compreende lavagem, corte, penteado, tingimento e outros tratamentos do cabelo, serviços de barbearia e manicure e pedicure. A própria classificação não inclui limpeza de pele, massagem facial, maquiagem e depilação, que aparecem no 9602-5/02.[3]

O CNAE 9602-5/02 — Atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza compreende limpeza de pele, massagem facial, maquiagem, depilação, massagem estética, serviços para emagrecimento, spas sem hospedagem e outros tratamentos de beleza. Não compreende manicure e pedicure, que permanecem no 9602-5/01.[4]

O CNAE principal deve refletir a atividade predominante. Atividades secundárias só devem ser incluídas quando realmente exercidas e compatíveis com o objeto social, notas, licenças e regime. Escolher código aleatório pode criar divergência entre o cadastro e a operação.

Simples Nacional para salão de beleza

Uma empresa de beleza pode avaliar o Simples Nacional quando cumprir os requisitos do regime e exercer atividades permitidas. Porém, serviços de cabeleireiro, manicure, pedicure, estética, depilação, produtos aplicados e mercadorias vendidas não devem ser tratados como uma única receita sem conferência.

No salão-parceiro, valores repassados ao profissional, quando a parceria atende aos requisitos legais, não integram a receita bruta do salão contratante; o salão retém e recolhe os tributos do contratado conforme a regra. A orientação oficial do Simples informa que o salão-parceiro não pode ser MEI; o profissional-parceiro pode ser MEI se a ocupação e as demais condições permitirem.[5] [6] Serviços, produtos empregados e mercadorias podem ter tratamentos diferentes.

Portanto, não é correto afirmar que todo salão está automaticamente no Anexo III, no Anexo V ou em qualquer faixa fixa. É preciso verificar o CNAE, o contrato, a natureza da receita, o regime, o acumulado de 12 meses, a folha e a documentação.

Fator R para salão de beleza: quando ele entra?

O Fator R é uma relação entre a folha de salários e a receita bruta dos últimos 12 meses nas atividades sujeitas a essa regra. A legislação considera parcelas como remunerações pelo trabalho, pró-labore e encargos, conforme a atividade e as regras vigentes. Em hipóteses elegíveis, uma relação igual ou superior a 28% pode levar ao Anexo III e uma relação inferior pode levar ao Anexo V.

Para salões, o cuidado é não começar pelo Fator R como se ele resolvesse toda a tributação. A Lei do Salão-Parceiro e a orientação oficial do Simples têm uma regra própria para serviços de beleza e repasses; já uma atividade distinta, um serviço adicional ou uma estrutura diferente pode exigir outra análise. O pró-labore não deve ser criado artificialmente apenas para mudar de anexo.

A Calculadora de Fator R da XRP pode ajudar em uma simulação inicial quando a atividade for elegível, mas o resultado não substitui a classificação da receita, a conferência do contrato e a apuração contábil.

Tributação do seu salão

Quer saber se seu salão está pagando impostos corretamente? Envie o regime atual, as receitas, a folha e a forma de trabalho dos profissionais.

Quanto um salão de beleza paga de imposto?

Não é possível calcular o imposto real apenas pelo faturamento mensal. A receita acumulada, o regime, o CNAE, a proporção entre serviços e produtos, o contrato de salão-parceiro, a folha, o pró-labore, o ISS, o ICMS e as retenções alteram a análise. Os cenários abaixo são apenas hipóteses para organizar as perguntas:

Receita mensal ilustrativaPremissas a verificarO que não se pode concluir
R$ 10.000Serviços, produtos, ocupação, regime, cadastro e despesas diretas.Que o salão é MEI ou que uma alíquota isolada representa o imposto final.
R$ 20.000CNAEs, pró-labore, equipe, comissões, parceiros e receita acumulada.Que PJ sempre paga menos que PF ou que comissão é parceria.
R$ 30.000Mix de serviços, produtos vendidos, estoque, cartões, ISS e documentação.Que toda a receita deve ser tributada pelo mesmo tratamento.
R$ 50.000Salão-parceiro formalizado, repasses, retenções, folha e margem por serviço.Que todo repasse pode ser excluído da receita sem contrato e registros.
R$ 100.000Estrutura empresarial, unidades, regime, capital de giro e centros de custos.Que aumentar faturamento significa aumentar lucro na mesma proporção.

As cifras são premissas de uma simulação, não valores universais. A Calculadora PJ pode organizar uma comparação inicial, mas o cálculo real precisa dos documentos da empresa.

Salão de beleza paga ISS?

A lista anexa à Lei Complementar nº 116/2003 coloca no item 6 os serviços de cuidados pessoais e estética. O subitem 6.01 abrange barbearia, cabeleireiros, manicuros, pedicuros e congêneres; o 6.02 abrange esteticistas, tratamento de pele, depilação e congêneres.[7] A alíquota, o cadastro, a responsabilidade por retenção e o documento dependem do município e da operação.

Em Divinópolis, a Prefeitura disponibiliza o Código Tributário, tabelas de alíquotas do ISSQN, regras de retenção, legislação de notas fiscais e orientações do Livro Eletrônico na página oficial de legislação do ISS.[8] O artigo não apresenta uma alíquota inventada; a conferência deve ser feita conforme atividade, cadastro e regime.

Venda de cosméticos, shampoos e acessórios

O salão pode prestar serviços e também vender shampoos, máscaras, cosméticos, produtos profissionais, acessórios ou kits. Serviço e mercadoria são receitas diferentes: o primeiro costuma ser documentado no ambiente municipal; a segunda envolve regras estaduais, estoque e documento de circulação de mercadorias.

A SEF/MG explica que o ICMS incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias e que, em Minas Gerais, vigoram a Lei nº 6.763/1975 e o RICMS aprovado pelo Decreto nº 48.589/2023.[9] A venda exige análise de produto, NCM, cadastro, regime, eventual substituição tributária e documento fiscal. Não basta emitir uma NFS-e para registrar tudo.

Na gestão, separe produtos usados no atendimento de produtos vendidos. Um cosmético aplicado pode compor o custo do serviço; o mesmo item vendido na prateleira participa de estoque, preço, margem e saída de mercadoria. Essa separação evita que o faturamento pareça alto enquanto a margem real desaparece.

Como funciona o salão-parceiro?

A Lei nº 13.352/2016 permite contratos escritos de parceria entre pessoas jurídicas registradas como salão de beleza e profissionais como cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, manicures, pedicures, depiladores e maquiadores.[10] O salão-parceiro centraliza pagamentos e recebimentos, retém a cota-parte prevista no contrato e pode ter responsabilidades de retenção e recolhimento relativas ao profissional.

O contrato deve estabelecer percentuais, pagamentos, uso de materiais e instalações, aviso prévio, manutenção, higiene, funcionamento e regularidade fiscal. O profissional-parceiro não assume a administração contábil, fiscal, trabalhista e previdenciária do salão.

Parceria não é sinônimo de comissão. A lei prevê vínculo quando falta contrato formal ou o profissional atua em funções diferentes. Empregado, autônomo, PJ e profissional-parceiro são situações distintas; a contabilidade organiza registros, mas questões trabalhistas podem exigir análise própria.

Salão e profissionais

Precisa organizar contabilmente a relação entre salão e profissionais? Converse sobre contratos, repasses, documentos e responsabilidades da operação.

Comissão, funcionário, autônomo ou profissional PJ?

Comissão é uma forma de remuneração; não define, sozinha, o tipo de vínculo. Funcionário tem análise trabalhista e folha. Autônomo trabalha por conta própria dentro das condições efetivas. Pessoa jurídica presta serviços por uma empresa, mas CNPJ e nota não eliminam a investigação da realidade. Profissional-parceiro depende do contrato e dos requisitos da Lei nº 12.592/2012.

Antes de escolher, documente quem agenda e cobra, fornece materiais, define preços e horários, assume riscos e paga. A contabilidade organiza folha, pró-labore, notas, retenções e repasses, mas a orientação trabalhista depende dos fatos completos.

Pró-labore e distribuição de lucros

Pró-labore é a remuneração do sócio ou titular pelo trabalho realizado na empresa. Se o dono administra o salão, acompanha profissionais, compra produtos, atende clientes ou toma decisões operacionais, as retiradas não devem ser registradas automaticamente como lucro. Pró-labore pode envolver INSS e Imposto de Renda quando aplicáveis e precisa ser compatível com a função.

Atualização 2026

Desde janeiro de 2026, a Lei nº 15.270/2025 prevê retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte quando uma mesma empresa paga a uma mesma pessoa física mais de R$ 50 mil em lucros e dividendos no mês. A lei também criou a tributação mínima para quem tem renda acima de R$ 600 mil por ano e zerou o IR mensal de rendimentos tributáveis de até R$ 5 mil, o que inclui o pró-labore. Por isso, a divisão entre pró-labore e distribuição de lucros precisa ser revista com os números de 2026. Entenda as novas regras sobre dividendos.

Distribuição de lucros é diferente. Faturamento não é lucro: antes de distribuir, é necessário considerar custos, despesas, impostos, perdas, folha, comissões, estoque e resultado contábil. A escrituração e os documentos sustentam a retirada; saldo bancário isolado não prova que existe lucro disponível.

Gestão financeira de salão de beleza

O controle começa com contas separadas e fluxo de caixa previsto versus realizado. Registre dinheiro, PIX, cartão, parcelamentos e antecipações; concilie o vendido com o recebido, descontando taxas, estornos e prazos.

Acompanhe contas a pagar, fornecedores, aluguel, energia, folha, comissões, impostos, manutenção, compras e capital de giro. Agenda cheia não resolve caixa desorganizado; reserve valores para sazonalidade, equipamentos, estoque e obrigações futuras.

Quando o salão precisa de uma rotina financeira estruturada, o BPO Financeiro pode apoiar contas a pagar e receber, conciliação, fluxo de caixa e relatórios conforme o escopo contratado. A decisão gerencial continua com o proprietário.

Como saber se o salão está dando lucro?

Faturamento é o volume vendido. Lucro bruto considera a receita depois dos custos diretamente ligados aos serviços e produtos. Margem mostra quanto sobra proporcionalmente. Lucro operacional desconta despesas de funcionamento. Lucro líquido considera o conjunto de efeitos contábeis e tributários. Caixa mostra liquidez, não rentabilidade.

Dinheiro no caixa não significa necessariamente lucro: pode ser antecipação de cartão, mensalidade recebida antes do atendimento, empréstimo, aporte de sócio ou valor separado para imposto e fornecedor. A análise mensal deve cruzar receita, custos, despesas, margem, estoque, folha, impostos e resultado.

Indicadores essenciais para salões

IndicadorFórmula inicialUso na gestão
Ticket médioReceita ÷ número de atendimentos ou clientes.Compara serviços, combos, adicionais e venda de produtos.
Taxa de ocupaçãoHoras ou horários ocupados ÷ capacidade disponível.Mostra se a agenda e a equipe estão sendo utilizadas.
Margem de contribuiçãoReceita − custos variáveis do serviço ou produto.Ajuda a calcular preço e ponto de equilíbrio.
InadimplênciaValor vencido ÷ receita prevista.Revela perda de caixa e necessidade de cobrança.
Rentabilidade por serviçoMargem ÷ tempo, comissão e recursos consumidos.Mostra que o serviço mais vendido não é sempre o mais lucrativo.
Giro de estoqueConsumo ou vendas ÷ estoque médio.Identifica compras excessivas, perdas e estoque parado.

Com R$ 24.000 em 300 atendimentos, o ticket médio ilustrativo seria R$ 80; compare-o a materiais, taxas, impostos e despesas fixas.

Quantos atendimentos pagam as despesas?

O ponto de equilíbrio pode ser estimado dividindo os custos fixos pela margem média por atendimento. Em uma simulação hipotética, custos fixos de R$ 18.000 e margem média de R$ 60 por atendimento resultariam em 300 atendimentos para cobrir a estrutura. O cálculo não é uma meta universal: muda com equipe, preço, comissão, produtos, impostos, descontos e mix de serviços.

Faça o cálculo por serviço ou centro de custo para saber se a agenda contribui para pagar a estrutura.

Como controlar o estoque do salão?

Crie categorias para produtos usados nos atendimentos, mercadorias vendidas, materiais de apoio e itens vencidos ou danificados. Registre compras, consumo, perdas, devoluções e saídas. O estoque de tinta, máscara ou shampoo utilizado no serviço precisa aparecer no custo; o cosmético vendido ao cliente precisa aparecer na receita de mercadoria.

Compare compras com consumo e vendas. Estoque parado representa dinheiro imobilizado e risco de perda. A margem do produto deve considerar custo de aquisição, tributos, taxas, descontos e perdas, não apenas a diferença entre preço de compra e preço de venda.

Como abrir um salão de beleza em Divinópolis?

O caminho geral pode ser organizado em etapas, sempre conferindo o endereço e a operação real:

  1. Definir atividades: cabelo, barbearia, manicure, pedicure, estética, depilação, maquiagem, venda de produtos ou combinação.
  2. Escolher CNAEs: confrontar cada atividade com a classificação oficial e o objeto social.
  3. Verificar o endereço: confirmar viabilidade, alvarás e licenças aplicáveis ao local.
  4. Escolher a estrutura: avaliar titular, sócios, tipo societário e responsabilidades.
  5. Abrir o CNPJ: preparar o ato constitutivo e seguir o registro competente.
  6. Definir o regime: comparar Simples Nacional, Lucro Presumido ou outra opção permitida.
  7. Organizar documentos fiscais: separar serviços, parcerias e vendas de mercadorias.
  8. Formalizar a equipe: distinguir funcionário, autônomo, PJ e profissional-parceiro conforme a realidade.
  9. Implantar o financeiro: criar contas separadas, fluxo de caixa, estoque, centros de custos e indicadores.

A página de abertura de empresa da XRP explica o processo empresarial de forma ampla. Em Divinópolis, confirme também as orientações oficiais de ISS e licenças aplicáveis.

Planejamento tributário para salões

Reduzir legalmente a carga tributária não é escolher uma alíquota isolada. O planejamento compara regime, CNAEs, faturamento, serviços, mercadorias, folha, pró-labore, contratos de salão-parceiro, ISS, ICMS, retenções, despesas e estrutura empresarial. Às vezes a conclusão é mudar; em outras, corrigir cadastro, separar receitas ou permanecer no regime atual com mais conformidade.

Na análise de planejamento tributário, as premissas devem ser registradas e confrontadas com os documentos reais. Não existe economia garantida nem regime universalmente mais barato.

Análise tributária e financeira

Quer entender quanto seu salão realmente está lucrando? Fale sobre faturamento, custos, profissionais, estoque e impostos para organizar os próximos passos.

Quando contratar uma contabilidade para salão?

O momento pode ser a abertura, a aproximação do limite do MEI, a entrada de sócio, o aumento do faturamento, a contratação de equipe, a adoção do salão-parceiro, a venda de produtos ou a expansão para outra unidade. Também é um sinal quando o proprietário recebe guias sem entender, mistura contas pessoais e empresariais ou não consegue explicar sua margem.

Se o contador atual não acompanha serviços, produtos, profissionais, estoque e resultado, a troca de contador pode ser analisada. A consultoria empresarial pode complementar a rotina com análise de indicadores e organização, conforme o escopo necessário.

Perguntas frequentes sobre contabilidade para salões de beleza

Salão de beleza pode ser MEI?

Algumas ocupações individuais, como cabeleireiro, manicure/pedicure e maquiador, aparecem na lista oficial. Isso não autoriza automaticamente qualquer salão: o salão-parceiro não pode ser MEI, enquanto o profissional-parceiro pode ser MEI se cumprir os requisitos aplicáveis. Confira atividade, faturamento, estrutura e demais condições.

Salão de beleza precisa de CNPJ?

Depende da forma de atuação. Um estabelecimento com equipe, contratos, profissionais, estoque e vendas deve avaliar uma PJ, sem assumir um enquadramento sem análise individual.

Salão de beleza PF ou PJ: qual escolher?

A decisão depende de atividade, faturamento, despesas, equipe, notas, riscos, regime e objetivos. PJ não significa imposto menor automaticamente.

Quanto um salão de beleza paga de imposto?

Depende de regime, receita acumulada, CNAE, serviços, mercadorias, parceria, folha, pró-labore, ISS, ICMS e retenções. Receita mensal isolada não basta.

Salão de beleza pode optar pelo Simples Nacional?

Pode haver possibilidade se a empresa cumprir os requisitos e exercer atividades permitidas. O tratamento depende da operação real e da natureza das receitas.

Como funciona o Fator R para salão de beleza?

Ele compara folha e receita em atividades sujeitas à regra. No salão, a análise deve considerar também o tratamento específico das atividades de beleza e do salão-parceiro, sem aplicação automática.

Qual CNAE usar para salão de beleza?

O 9602-5/01 cobre cabelo, barbearia, manicure e pedicure; o 9602-5/02 cobre estética, depilação, maquiagem e outros cuidados. O CNAE deve refletir as atividades efetivas.

Salão de beleza paga ISS?

Os serviços de beleza e estética aparecem na lista da LC 116/2003. A aplicação prática depende do município, cadastro, item, documento e retenções.

Salão de beleza precisa emitir nota fiscal?

Deve documentar cada operação conforme sua natureza. Serviços e vendas de mercadorias podem exigir documentos e cadastros diferentes.

Como funciona o salão-parceiro?

É uma parceria legal entre salão e profissionais de beleza, formalizada por contrato escrito com cláusulas obrigatórias. Não pode ser usada para dissimular vínculo de emprego.

Profissional de salão pode ser PJ?

Pode haver estrutura por PJ, mas CNPJ e nota não eliminam a análise da realidade. Autonomia, habitualidade, pessoalidade e subordinação precisam ser avaliadas.

Como funciona a comissão dos profissionais?

Comissão é forma de remuneração e não sinônimo de parceria. O modelo deve ser documentado conforme o vínculo ou contrato e analisado na folha, no caixa e nos tributos.

Dono de salão precisa retirar pró-labore?

Se trabalha na administração ou operação, a remuneração pelo trabalho deve ser analisada e documentada. Pró-labore é diferente de lucro.

Como calcular o lucro de um salão?

Separe receita, custos diretos, despesas, impostos, folha, comissões, estoque e perdas. O lucro não é o saldo bancário.

Como calcular o ponto de equilíbrio?

Divida custos fixos pela margem de contribuição média por atendimento. É uma simulação dependente de preço, custos e mix de serviços.

Como controlar o estoque de um salão?

Separe produtos usados de produtos vendidos e registre compras, consumo, perdas, validade, estoque parado e margem.

Como abrir um salão em Divinópolis?

Defina atividades, CNAEs, endereço, tipo societário, CNPJ, regime, registros, licenças, documentos fiscais, equipe e controles financeiros.

Quanto custa uma contabilidade para salão de beleza?

Depende do regime, faturamento, notas, folha, profissionais-parceiros, vendas, sócios, obrigações e escopo financeiro. A proposta deve considerar a operação real.

Fontes oficiais consultadas

  1. Portal do Empreendedor — Ocupação de cabeleireiro independente e ocupações de manicure/pedicure e maquiador
  2. Ministério do Empreendedorismo — Teto do MEI
  3. IBGE/Concla — CNAE 9602-5/01: Cabeleireiros, manicure e pedicure
  4. IBGE/Concla — CNAE 9602-5/02: Atividades de estética e cuidados com a beleza
  5. Planalto — Lei Complementar nº 123/2006
  6. Portal do Simples Nacional — regras para salões de beleza e parceria
  7. Planalto — Lei Complementar nº 116/2003 e lista do ISS
  8. Prefeitura de Divinópolis — Legislação ISS
  9. SEF/MG — ICMS e NF-e
  10. Planalto — Lei nº 13.352/2016, contrato de salão-parceiro
  11. Prefeitura de Divinópolis — Portal Nacional da NFS-e a partir de 2026

Quer analisar a estrutura do seu salão em Divinópolis?

Fale com a XRP Contabilidade em Divinópolis e veja como uma contabilidade consultiva pode ajudar seu salão a organizar impostos, profissionais, caixa, estoque e lucratividade com base na operação real.